O meu namorado e eu decidimos viver juntos. Dissemos que iríamos viver juntos durante um ano ou dois e depois casar.
Embora após um ano, já não tenha pensado no casamento. Éramos felizes como éramos. E a nossa vida não era quase diferente da dos casais casados. Este carimbo no meu passaporte nunca foi nada de significativo, importante ou crítico para mim.
Dávamo-nos bem e vivíamos em harmonia. Tentámos fazer uns aos outros felizes todos os dias com algumas pequenas coisas agradáveis e procurámos uma gota de felicidade em cada momento. Juntos aprendemos a caminhar na mesma direcção com um sorriso nos nossos rostos.
Desta forma, nunca pensámos sequer que as coisas poderiam ser diferentes um dia. Sabíamos que a velhice viria até nós quando estivéssemos juntos.
Ambos tínhamos empregos e planeámos arranjar um cão e ter um filho num futuro próximo. Em suma, tínhamos grandes planos, mas estes não estavam destinadosa concretizar-se.
Nessa noite, cheguei a casa muito cansado. Trabalho para uma empresa de construção, e estávamos sob pressão para completar um dos edifícios, por isso estávamos a trabalhar num modo muito “quente”. Quando cheguei a casa, já era muito tarde. E eu estava muito cansado.
Nem sequer me lembro de como entrei no nosso apartamento. Acordei a meio da noite para um telefonema do meu melhor amigo.
No início, era muito difícil para mim compreender o que se passava à minha volta. Eu estava a dormir com as minhas roupas vestidas e até com sapatos na cama, que nem sequer tinha feito, completamente sozinho.
O meu amigo telefonou-me de uma discoteca. Ela estava lá com alguns dos nossos outros amigos, e viu o meu Alex noutro grupo.
Sim, como poderia eu esquecer, ou melhor, esqueci-me completamente. Fomos convidados pelos nossos amigos para uma festa de aniversário. O Alex e eu devíamos ter vindo juntos. No entanto, fiquei ocupado, esqueci-me e não respondi às suas chamadas. Então, ele foi lá sozinho.
Acontece que um dos convidados estava a atirar-se a ele com muita força. E como resultado, o meu amigo enviou-me uma foto do meu Alex sentado nos braços de uma rapariga.
Perdi a vontade de dormir instantaneamente. A fadiga também desapareceu de uma forma estranha. Em poucos minutos estive num táxi para aquela discoteca. E não percebi porquê. Não precisava realmente dele. Se ele queria liberdade, deixe-o andar.
Por outro lado, a culpa foi minha. Eu nem sequer respondi a nenhuma das suas chamadas naquele dia em duas palavras.
Entrei e vi que o meu Alex estava a ser beijado por uma mulher de cabelo ruivo. Congelei por um momento, e depois fui lá e dei-lhe uma bofetada com força. Não queria ouvir nenhuma das suas palavras ou desculpas.
O que eu vi foi suficiente para mim. E porque quereria eu um homem assim, que permite que outras mulheres lhe toquem enquanto eu trabalho?
Fui para casa e arrumei todas as suas coisas numa mala. Quando voltou da festa meia hora depois e pediu desculpa, a sua tralha estava à sua espera à porta. Já não queria viver sob o mesmo tecto e dormir na mesma cama com este homem.